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    domingo, 2 de dezembro de 2012

    Mahatma titi bahia x atletico-go (Foto: Adalberto Marques/Agif/Agência Estado)
    Diga ao povo que fico. O Bahia mandou avisar. Depois de um campeonato de poucos altos e muitos baixos, o Tricolor baiano conseguiu se segurar na elite do futebol brasileiro para 2013. A confirmação se deu neste domingo, com o triunfo de 1 a 0 sobre o Atlético-GO, no Serra Dourada. O único gol do jogo foi marcado pelo atacante Rafael, aos 43 minutos do segundo tempo. 

    O Bahia dominou a etapa inicial, mas sofreu pressão em parte do segundo. No entanto, o resultado da partida entre Náutico e Sport, no Recife, influenciou diretamente na partida de Goiânia. A informação do gol da vitória do Timbu, que rebaixava o Leão, fez com que o Bahia passasse a cadenciar o jogo. O Tricolor precisava apenas de um empate para ratificar sua permanência na Sére A, mas ainda conseguiu marcar nos minutos finais. Já o Dragão, que terminou com os mesmos 30 pontos do lanterna Figueirense, mas com saldo de gols melhor, vai disputar a Série B em 2013.

    Sem gols: Bahia domina, mas Dragão assusta

    Apesar de rebaixado, o Atlético-GO mostrou desde o momento que a bola rolou que estava disposto a dificultar as coisas para o Bahia. Aos três minutos, Raylan quase abriu o placar para o Dragão. Marcelo Lomba precisou fazer uma grande defesa. O Bahia respondeu com Hélder cobrando falta de longe e exigindo uma boa intervenção do goleiro Márcio.

    Depois das primeiras boas chances para os dois lados, a partida manteve o ritmo acelerado, mas sem tantas oportunidades de gol. O Atlético-GO tentava chegar trabalhando a bola, enquanto o Bahia buscava explorar a velocidade dos seus três homens de frente: Gabriel, Jones e Zé Roberto. Apesar de correr risco de rebaixamento, o Tricolor baiano demonstrava tranquilidade em campo, chegando forte na bola parada. Aos 16, Hélder cobrou falta, e Márcio fez bela defesa. Aos 21, Jones fez grande jogada individual, passou pela marcação e chutou para uma bela defesa de Márcio.

    A velocidade do ataque era a principal arma do Bahia. Aos 34, Jones arrancou pelo lado direito e no momento do chute foi travado pela marcação. Aos poucos, os visitantes passaram a dominar as ações da partida, e o contragolpe ficou a cargo do Dragão. Aos 37, Hélder cobrou falta na área, e Fahel, de cabeça, quase abriu o placar. O goleiro Márcio mandou para escanteio. Apesar do domínio tricolor, o primeiro tempo terminou sem alteração no placar.

    Gol do Náutico 'decide', e Rafael garante o Bahia na Série A

    O segundo tempo começou com o "freio de mão puxado". Sabendo dos resultados dos outros dois jogos com interesse no rebaixamento, Náutico x Sport e Lusa x Ponte Preta, as duas equipes voltaram para a etapa final em ritmo diferente do veloz primeiro tempo. Aos poucos, o Atlético-GO passou a tentar imprimir o seu ritmo na partida. O Bahia, cujo empate era favorável, tentava cadenciar a partida.

    O nível técnico do jogo diminuiu, evidenciando um confronto entre um rebaixado e uma equipe que chegou até a última rodada lutando contra o descenso. As chances demoraram a aparecer. Em uma delas, Gabriel deixou Hélder na cara do gol, mas o volante chutou por cima da meta de Márcio. Pouco antes dos 30, a informação do gol do Náutico contra o Sport, nos Aflitos, fez a torcida do Bahia presente no Serra Dourada comemorar. A informação logo chegou em campo. A nova tirada de pé, desta vez das duas equipes, foi perceptível.

    Sem maiores interesses na partida, o Atlético-GO passou a criar pouco. O mesmo aconteceu com o Bahia. No entanto, o Tricolor ainda conseguiu se livrar de uma vez por todas de qualquer possibilidade de rebaixamento com um gol de Rafael. Após uma falha do zagueiro Gustavo, o jovem atacante aproveitou o vacilo, passou pelo goleiro Márcio e marcou o gol que selou o passaporte tricolor baiano para 2013: Bahia 1 a 0. Bahia de Série A.


    Fonte : GloboEsporte.com

    Bahia derrota o Atlético-GO no Serra Dourada e assegura vaga na Série A

    Posted at  20:28  |  in  Esportes  |  Read More»

    Mahatma titi bahia x atletico-go (Foto: Adalberto Marques/Agif/Agência Estado)
    Diga ao povo que fico. O Bahia mandou avisar. Depois de um campeonato de poucos altos e muitos baixos, o Tricolor baiano conseguiu se segurar na elite do futebol brasileiro para 2013. A confirmação se deu neste domingo, com o triunfo de 1 a 0 sobre o Atlético-GO, no Serra Dourada. O único gol do jogo foi marcado pelo atacante Rafael, aos 43 minutos do segundo tempo. 

    O Bahia dominou a etapa inicial, mas sofreu pressão em parte do segundo. No entanto, o resultado da partida entre Náutico e Sport, no Recife, influenciou diretamente na partida de Goiânia. A informação do gol da vitória do Timbu, que rebaixava o Leão, fez com que o Bahia passasse a cadenciar o jogo. O Tricolor precisava apenas de um empate para ratificar sua permanência na Sére A, mas ainda conseguiu marcar nos minutos finais. Já o Dragão, que terminou com os mesmos 30 pontos do lanterna Figueirense, mas com saldo de gols melhor, vai disputar a Série B em 2013.

    Sem gols: Bahia domina, mas Dragão assusta

    Apesar de rebaixado, o Atlético-GO mostrou desde o momento que a bola rolou que estava disposto a dificultar as coisas para o Bahia. Aos três minutos, Raylan quase abriu o placar para o Dragão. Marcelo Lomba precisou fazer uma grande defesa. O Bahia respondeu com Hélder cobrando falta de longe e exigindo uma boa intervenção do goleiro Márcio.

    Depois das primeiras boas chances para os dois lados, a partida manteve o ritmo acelerado, mas sem tantas oportunidades de gol. O Atlético-GO tentava chegar trabalhando a bola, enquanto o Bahia buscava explorar a velocidade dos seus três homens de frente: Gabriel, Jones e Zé Roberto. Apesar de correr risco de rebaixamento, o Tricolor baiano demonstrava tranquilidade em campo, chegando forte na bola parada. Aos 16, Hélder cobrou falta, e Márcio fez bela defesa. Aos 21, Jones fez grande jogada individual, passou pela marcação e chutou para uma bela defesa de Márcio.

    A velocidade do ataque era a principal arma do Bahia. Aos 34, Jones arrancou pelo lado direito e no momento do chute foi travado pela marcação. Aos poucos, os visitantes passaram a dominar as ações da partida, e o contragolpe ficou a cargo do Dragão. Aos 37, Hélder cobrou falta na área, e Fahel, de cabeça, quase abriu o placar. O goleiro Márcio mandou para escanteio. Apesar do domínio tricolor, o primeiro tempo terminou sem alteração no placar.

    Gol do Náutico 'decide', e Rafael garante o Bahia na Série A

    O segundo tempo começou com o "freio de mão puxado". Sabendo dos resultados dos outros dois jogos com interesse no rebaixamento, Náutico x Sport e Lusa x Ponte Preta, as duas equipes voltaram para a etapa final em ritmo diferente do veloz primeiro tempo. Aos poucos, o Atlético-GO passou a tentar imprimir o seu ritmo na partida. O Bahia, cujo empate era favorável, tentava cadenciar a partida.

    O nível técnico do jogo diminuiu, evidenciando um confronto entre um rebaixado e uma equipe que chegou até a última rodada lutando contra o descenso. As chances demoraram a aparecer. Em uma delas, Gabriel deixou Hélder na cara do gol, mas o volante chutou por cima da meta de Márcio. Pouco antes dos 30, a informação do gol do Náutico contra o Sport, nos Aflitos, fez a torcida do Bahia presente no Serra Dourada comemorar. A informação logo chegou em campo. A nova tirada de pé, desta vez das duas equipes, foi perceptível.

    Sem maiores interesses na partida, o Atlético-GO passou a criar pouco. O mesmo aconteceu com o Bahia. No entanto, o Tricolor ainda conseguiu se livrar de uma vez por todas de qualquer possibilidade de rebaixamento com um gol de Rafael. Após uma falha do zagueiro Gustavo, o jovem atacante aproveitou o vacilo, passou pelo goleiro Márcio e marcou o gol que selou o passaporte tricolor baiano para 2013: Bahia 1 a 0. Bahia de Série A.


    Fonte : GloboEsporte.com

    sábado, 1 de dezembro de 2012

    Atala e Jerome Valcke , Sorteio copa das Confederações (Foto: Nilton Fukuda / Agência Estado)
    Por mais irônico que possa parecer, as mãos de um renomado chef de cozinha contribuíram para que o sorteio da Copa das Confederações de 2013 neste sábado, no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ficasse marcado por um pequeno embaraço. Alex Atala, um dos convidados pela organização, confundiu-se ao pegar logo a primeira bola que determinaria a posição do Uruguai no Grupo B, deixando o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visivelmente constrangido e enrolado.

    O erro só foi corrigido no final pela Fifa. No outro lado do palco, a bela modelo Adriana Lima era a responsável por sortear em qual chave os países cairiam: pior para o Brasil, que terá Itália, Japão e México pela frente na primeira fase. A estreia do time de Luiz Felipe Scolari no Grupo A será diante dos japoneses, no dia 15 de junho, às 16h (de Brasília), no Estádio Nacional de Brasília.

    A Espanha, protagonista do B, enfrentará a Celeste, Taiti e o representante da África, que será conhecido apenas em fevereiro. Durante a semana, Valcke brincou e disse que estava aprendendo a virar com o "jeitinho brasileiro" por causa da organização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Logo na primeira parte do sorteio, coube ao francês ter que improvisar para não estragar o evento. Cabeças de chave, Brasil e Espanha já estavam alocados como A1 e B1, respectivamente. Primeiro, bolas amarelas confirmaram a Seleção como A1.

    Depois, bolas vermelhas determinaram a Fúria como B1. No pote 1, sobraram Uruguai e Itália (a Celeste não poderia pegar o Brasil, por serem sul-americanos, assim como Azzurra e Fúria não seriam rivais, por serem da Europa), ambas com bolas brancas. O regulamento do sorteio, disponibilizado pela Fifa, era claro: o sorteio de Uruguai e Itália seria aleatório; quando saísse a Azzurra, uma bola do pote A deveria ser retirada; quando fosse a Celeste, uma do pote B. Adriana Lima pegou uma das bolinhas brancas e entregou a Valcke, que a abriu e tinha o nome do Uruguai. Durante o ensaio, porém, a ordem apontava a Itália como a terceira - detalhe que acabou ignorado por Valcke. Neste caso, Alex teria que pegar obrigatoriamente uma bolinha do Grupo B para os uruguaios, para determinar em qual posição a Celeste ficaria na tabela (B2, B3 ou B4). Mas o chef escolheu uma do Grupo A, conforme havia ensaiado horas antes. Sem perceber a mudança, o secretário-geral exibiu o papel A3 e o evento prosseguiu.

    Na transmissão, a Fifa alocou inicialmente a equipe de Óscar Tábarez como B3, "corrigindo" o erro do palco. Na sequência, a bolinha branca da Itália, única que havia sobrado no pote 1, foi entregue por Adriana a Valcke. Alex acabou pegando duas bolinhas, uma de cada grupo (do A e do B). Irritado, o secretário-geral pediu a bola do Grupo A, que estava na mão direita do chef. Ela era a A4, que colocou a Azzurra como rival do Brasil apenas na última rodada. Ou seja, naquele momento, a Itália não poderia ser A3, já que esta bolinha não estava mais no pote (o que mudaria completamente a tabela de jogos do Grupo A). - Isso é ruim - disse Valcke, ao perceber, enfim, o erro cometido desde a primeira etapa do sorteio.


    Então, o francês tentou corrigir. O regulamento da Fifa explicava que a primeira bolinha do pote 2 (com Japão, México, Taiti e a seleção africana) seria destinada obrigatoriamente ao Grupo A, do Brasil. Adriana Lima tirou o México, que foi entregue a Valcke. Aí aconteceu mais uma polêmica: Valcke pegou diretamente o papel A3, que já estava em sua mão, e o exibiu como posição dos mexicanos, sem pedir para o chef tirar alguma bolinha do pote do Grupo A (assim, o papel A3 foi exibido duas vezes para a câmera durante a transmissão).
    Depois, Adriana Lima tirou o Taiti como próxima seleção do Grupo B. Alex, então, entregou uma bolinha do pote do Grupo B a Valcke. E ela era a B3, que estava alocada anteriormente como Uruguai pela Fifa (no lugar do erro da A3). Valcke, mais uma vez, percebeu o erro. Constrangido, pediu desculpas ao presidente da Fifa, em francês, e disse que o Taiti seria o B3. Mas, na tabela exibida no telão, a Celeste continuava nesta posição (e o Taiti aparecia sem posição, como se não tivesse sido sorteado ainda).
    A última seleção no grupo do Brasil foi o Japão, sorteado como A2, rival do time de Felipão na estreia. Por fim, o representante africano recebeu a bolinha B4, fechando a tabela. Mas ainda havia uma bola no pote do Grupo B: o B2, ainda por conta do chef no início do evento. A pedido de Valcke, Alex entregou o objeto e o francês explicou que esta seria a posição do Uruguai, confirmando assim o Taiti como B3.
    Técnicos dividem plateia com Dilma e Blatter
    Parreira e Felipão, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Parreira e Felipão acompanharam juntos o sorteio
    em São Paulo (Foto: Agência AP)
    A Copa das Confederações será realizada no Brasil entre os dias 15 e 30 de junho do próximo ano. São seis cidades-sede: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e Rio de Janeiro, que abrigará a grande decisão. Na plateia do sorteio, estavam nomes como Felipão, novo técnico da Seleção, Vicente del Bosque, da Espanha, Cesare Prandelli, da Itália, Óscar Tabárez, do Uruguai, Alberto Zaccheroni, do Japão, Eddy Etaeta, do Taiti, e Jose Manuel de la Torre, do México - treinadores das sete seleções classificadas para a Copa das Confederações. O representante africano só será conhecido em fevereiro, após a Copa Africana de Nações.
    Antes de as bolinhas roubarem a cena, personalidades do futebol e política abrilhantaram o evento. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi quem abriu a cerimônia com palavras de otimismo - ele confia que o Brasil organizará um grande torneio. O presidente da CBF, José Maria Marin, veio na sequência para reforças as palavras do suíço, acreditando que o país está preparado. A presidente Dilma Roussef, por sua vez, cobrou um bom futebol da seleção e elogiou Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira (coordenador técnico), nomeados para o cargo nesta semana após a demissão de Mano Menezes.
    Dilma, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Sorteio teve participação especial da presidente Dilma Rousseff  (Foto: Agência AP)
    Pentacampeão com a Seleção no Japão, Cafu foi o responsável por apresentar a bola da Copa das Confederações. O nome "Cafusa" arrancou risos da plateia, mas o ex-lateral-direito tratou de explicar a origem do nome:
    - Não tem nada a ver com o meu nome, é só coincidência! Tenho certeza que essa bola vai dar um show de gol - disse o capitão do penta, ressaltando que a expressão "cafuzo", com z, é usada para designar no Brasil os indivíduos que nasceram da miscigenação entre índios e negros. Segundo ele, para a Fifa a palavra Cafusa é também uma mistura de "carnaval", "futebol" e "samba".
    Retrospecto bom contra futuros rivais
    CAfu e bola da copa, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Cafu apresenta a bola da Copa das
    Confederações: Cafusa (Foto: Agência AP)
    O Japão é um conhecido adversário da seleção brasileira. Em outubro deste ano, a equipe então comandada por Mano Menezes venceu amistoso disputado na Polônia com facilidade: 4 a 0, com gols de Paulinho, Neymar (dois) e Kaká.
    O México, porém, não traz boas memórias: foi o algoz na final das Olimpíadas, em Londres (2 a 1), em agosto, e também em amistoso preparatório para os Jogos, por 2 a 0, no início de junho.
    Já a Itália não é rival desde a Copa das Confederações de 2009, quando o time de Dunga passeou por 3 a 0 na caminhada que se encerrou com o título sobre os Estados Unidos na África do Sul.
    Estará será a sétima participação do Brasil na Copa das Confederações. O país é o maior campeão, com três títulos (1997, 2005 e 2009), além de ter no currículo um vice-campeonato em 1999 para o próprio México, e um quarto lugar em 2001, com Emerson Leão como técnico, pouco antes de Scolari assumir o time pela primeira vez.
    * Participam da cobertura: Alexandre Lozetti, Bruno Neves, Leandro Canônico, Marcelo Baltar, Márcio Iannacca e Rodrigo Faber

    FONTE : GLOBOESPORTE.COM

    Brasil e Itália são sorteados em 'Grupo da Morte'

    Posted at  22:19  |  in  Esportes  |  Read More»

    Atala e Jerome Valcke , Sorteio copa das Confederações (Foto: Nilton Fukuda / Agência Estado)
    Por mais irônico que possa parecer, as mãos de um renomado chef de cozinha contribuíram para que o sorteio da Copa das Confederações de 2013 neste sábado, no Centro de Exposições do Anhembi, em São Paulo, ficasse marcado por um pequeno embaraço. Alex Atala, um dos convidados pela organização, confundiu-se ao pegar logo a primeira bola que determinaria a posição do Uruguai no Grupo B, deixando o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, visivelmente constrangido e enrolado.

    O erro só foi corrigido no final pela Fifa. No outro lado do palco, a bela modelo Adriana Lima era a responsável por sortear em qual chave os países cairiam: pior para o Brasil, que terá Itália, Japão e México pela frente na primeira fase. A estreia do time de Luiz Felipe Scolari no Grupo A será diante dos japoneses, no dia 15 de junho, às 16h (de Brasília), no Estádio Nacional de Brasília.

    A Espanha, protagonista do B, enfrentará a Celeste, Taiti e o representante da África, que será conhecido apenas em fevereiro. Durante a semana, Valcke brincou e disse que estava aprendendo a virar com o "jeitinho brasileiro" por causa da organização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Logo na primeira parte do sorteio, coube ao francês ter que improvisar para não estragar o evento. Cabeças de chave, Brasil e Espanha já estavam alocados como A1 e B1, respectivamente. Primeiro, bolas amarelas confirmaram a Seleção como A1.

    Depois, bolas vermelhas determinaram a Fúria como B1. No pote 1, sobraram Uruguai e Itália (a Celeste não poderia pegar o Brasil, por serem sul-americanos, assim como Azzurra e Fúria não seriam rivais, por serem da Europa), ambas com bolas brancas. O regulamento do sorteio, disponibilizado pela Fifa, era claro: o sorteio de Uruguai e Itália seria aleatório; quando saísse a Azzurra, uma bola do pote A deveria ser retirada; quando fosse a Celeste, uma do pote B. Adriana Lima pegou uma das bolinhas brancas e entregou a Valcke, que a abriu e tinha o nome do Uruguai. Durante o ensaio, porém, a ordem apontava a Itália como a terceira - detalhe que acabou ignorado por Valcke. Neste caso, Alex teria que pegar obrigatoriamente uma bolinha do Grupo B para os uruguaios, para determinar em qual posição a Celeste ficaria na tabela (B2, B3 ou B4). Mas o chef escolheu uma do Grupo A, conforme havia ensaiado horas antes. Sem perceber a mudança, o secretário-geral exibiu o papel A3 e o evento prosseguiu.

    Na transmissão, a Fifa alocou inicialmente a equipe de Óscar Tábarez como B3, "corrigindo" o erro do palco. Na sequência, a bolinha branca da Itália, única que havia sobrado no pote 1, foi entregue por Adriana a Valcke. Alex acabou pegando duas bolinhas, uma de cada grupo (do A e do B). Irritado, o secretário-geral pediu a bola do Grupo A, que estava na mão direita do chef. Ela era a A4, que colocou a Azzurra como rival do Brasil apenas na última rodada. Ou seja, naquele momento, a Itália não poderia ser A3, já que esta bolinha não estava mais no pote (o que mudaria completamente a tabela de jogos do Grupo A). - Isso é ruim - disse Valcke, ao perceber, enfim, o erro cometido desde a primeira etapa do sorteio.


    Então, o francês tentou corrigir. O regulamento da Fifa explicava que a primeira bolinha do pote 2 (com Japão, México, Taiti e a seleção africana) seria destinada obrigatoriamente ao Grupo A, do Brasil. Adriana Lima tirou o México, que foi entregue a Valcke. Aí aconteceu mais uma polêmica: Valcke pegou diretamente o papel A3, que já estava em sua mão, e o exibiu como posição dos mexicanos, sem pedir para o chef tirar alguma bolinha do pote do Grupo A (assim, o papel A3 foi exibido duas vezes para a câmera durante a transmissão).
    Depois, Adriana Lima tirou o Taiti como próxima seleção do Grupo B. Alex, então, entregou uma bolinha do pote do Grupo B a Valcke. E ela era a B3, que estava alocada anteriormente como Uruguai pela Fifa (no lugar do erro da A3). Valcke, mais uma vez, percebeu o erro. Constrangido, pediu desculpas ao presidente da Fifa, em francês, e disse que o Taiti seria o B3. Mas, na tabela exibida no telão, a Celeste continuava nesta posição (e o Taiti aparecia sem posição, como se não tivesse sido sorteado ainda).
    A última seleção no grupo do Brasil foi o Japão, sorteado como A2, rival do time de Felipão na estreia. Por fim, o representante africano recebeu a bolinha B4, fechando a tabela. Mas ainda havia uma bola no pote do Grupo B: o B2, ainda por conta do chef no início do evento. A pedido de Valcke, Alex entregou o objeto e o francês explicou que esta seria a posição do Uruguai, confirmando assim o Taiti como B3.
    Técnicos dividem plateia com Dilma e Blatter
    Parreira e Felipão, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Parreira e Felipão acompanharam juntos o sorteio
    em São Paulo (Foto: Agência AP)
    A Copa das Confederações será realizada no Brasil entre os dias 15 e 30 de junho do próximo ano. São seis cidades-sede: Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Salvador e Rio de Janeiro, que abrigará a grande decisão. Na plateia do sorteio, estavam nomes como Felipão, novo técnico da Seleção, Vicente del Bosque, da Espanha, Cesare Prandelli, da Itália, Óscar Tabárez, do Uruguai, Alberto Zaccheroni, do Japão, Eddy Etaeta, do Taiti, e Jose Manuel de la Torre, do México - treinadores das sete seleções classificadas para a Copa das Confederações. O representante africano só será conhecido em fevereiro, após a Copa Africana de Nações.
    Antes de as bolinhas roubarem a cena, personalidades do futebol e política abrilhantaram o evento. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi quem abriu a cerimônia com palavras de otimismo - ele confia que o Brasil organizará um grande torneio. O presidente da CBF, José Maria Marin, veio na sequência para reforças as palavras do suíço, acreditando que o país está preparado. A presidente Dilma Roussef, por sua vez, cobrou um bom futebol da seleção e elogiou Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira (coordenador técnico), nomeados para o cargo nesta semana após a demissão de Mano Menezes.
    Dilma, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Sorteio teve participação especial da presidente Dilma Rousseff  (Foto: Agência AP)
    Pentacampeão com a Seleção no Japão, Cafu foi o responsável por apresentar a bola da Copa das Confederações. O nome "Cafusa" arrancou risos da plateia, mas o ex-lateral-direito tratou de explicar a origem do nome:
    - Não tem nada a ver com o meu nome, é só coincidência! Tenho certeza que essa bola vai dar um show de gol - disse o capitão do penta, ressaltando que a expressão "cafuzo", com z, é usada para designar no Brasil os indivíduos que nasceram da miscigenação entre índios e negros. Segundo ele, para a Fifa a palavra Cafusa é também uma mistura de "carnaval", "futebol" e "samba".
    Retrospecto bom contra futuros rivais
    CAfu e bola da copa, Sorteio copa das Confederações, AP (Foto: Agência AP)Cafu apresenta a bola da Copa das
    Confederações: Cafusa (Foto: Agência AP)
    O Japão é um conhecido adversário da seleção brasileira. Em outubro deste ano, a equipe então comandada por Mano Menezes venceu amistoso disputado na Polônia com facilidade: 4 a 0, com gols de Paulinho, Neymar (dois) e Kaká.
    O México, porém, não traz boas memórias: foi o algoz na final das Olimpíadas, em Londres (2 a 1), em agosto, e também em amistoso preparatório para os Jogos, por 2 a 0, no início de junho.
    Já a Itália não é rival desde a Copa das Confederações de 2009, quando o time de Dunga passeou por 3 a 0 na caminhada que se encerrou com o título sobre os Estados Unidos na África do Sul.
    Estará será a sétima participação do Brasil na Copa das Confederações. O país é o maior campeão, com três títulos (1997, 2005 e 2009), além de ter no currículo um vice-campeonato em 1999 para o próprio México, e um quarto lugar em 2001, com Emerson Leão como técnico, pouco antes de Scolari assumir o time pela primeira vez.
    * Participam da cobertura: Alexandre Lozetti, Bruno Neves, Leandro Canônico, Marcelo Baltar, Márcio Iannacca e Rodrigo Faber

    FONTE : GLOBOESPORTE.COM

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